domingo, 17 de outubro de 2010

Leaving


Isto é tudo muito bonito, esta coisa de se irem embora. Mas eu confesso que começo a ficar farta de ir ao aeroporto e voltar de aperto no peito e vida mais vazia.

Tenho dito.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Knight and Day

Milner: Someday. That's a dangerous word. It's really just a code for 'never'.


(...)


Milner: What day is it today?
June Havens: It's "someday"!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Insónia

Não há nada a fazer. É difícil pôr um corpo a dormir, pior ainda uma mente acelerada. Roda-se na cama, almofada por cima da cabeça, por baixo do braço, enrolada nas pernas, fora da cama. Tapada até ao pescoço ou só com os lençóis a fugir dos pés. Nada a fazer. As séries não adormecem, o livro também não. São só as horas que passam. Já são 4h, já são 5h e incrivelmente já são 6h e o dia daqui a pouco faz-me companhia. Devo andar a viver numa outra timezone qualquer. Ou então é mesmo o meu consciente que não me quer dar descanso. E não é a primeira vez. Coitado, anda um bocadinho overloaded, mas já é mais que crescido e experiente para lidar com a vida.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Linhas cruzadas



É certo que sempre ouvi dizer, que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar, que querer é poder
E o nunca é uma invenção

Conversas

Falas de ti e falas de mim e falas como somos perfeitos.
Falas do tempo, falas da vida e falas da nossa banda sonora.
Dizes que me amas, quando o vento assobia e eu não ouço nada. Ou finjo que não.
Sabes bem que não gosto dessas coisas e não vou acreditar nunca.
Falas do tempo e falas de nós e falas do mundo que vamos percorrer.
É tudo perfeito do teu ponto de vista. Eu é que não vejo. Ou finjo que não.

Isto é música de fundo das incongruências. Dos tropeções e falta de fé.
Falas de ti e falas de mim e um dia serei eu a falar-te de nós.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Formalidades

Quero saber o teu nome, esse que se esconde por detrás dos incessantes cigarros que devoras uns atrás dos outros. Às vezes consigo ver-te através do fumo, mas as tuas pausas não dão para muito mais. O problema é vivermos num país de formalidades. Em que precisamos de palavras caras para nos ouvirem, em que sermos simples é demasiado básico. Num país em que temos de ser duas páginas, cheias de enrolanço, para dizermos duas linhas, para nos levarem a sério. Às vezes gostava que tivéssemos o sentido prático dos americanos ou dos brasileiros. Eles sabem ser quentes com o coração logo assim à queima-roupa, sem precisarem de pôr máscaras e armaduras antes de se direccionarem. É que isso dava-me mesmo jeito, ao menos não perdia vidas a ultrapassar barreiras só para saber como te chamas.

sábado, 2 de outubro de 2010

Insanidade

Porque a partir do momento em que te consideram louco, és louco para sempre, e tudo o que dizes, tudo o que fazes, mesmo se já o fizesses antes, agora mais não são do que actos que comprovam a tua insanidade. És louco, já não podes voltar atrás. Se cais é porque cais, se ris é porque ris. E é tudo porque és louco. E serás sempre, mesmo se não fores. E eu sei disso porque quando te pergunto como é que estás, tu respondes-me com o que fazes. E não como estás, como te sentes. És o teu trabalho e a tua rotina, falas-me de prazos e entregas, em vez de seres os teus sentimentos, as vozes dentro de ti que te impelam, de estares como te sentes aí dentro. Tu não sabes como estás, só o que andas a fazer. E essa é a maior insanidade do mundo, Ser apenas o que Faz.