quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Escrevo e quero tropeçar nas sinapses, no ruído de fundo, ter os pés quentes do mimo, do café com leite na cama e do chocolate quente derretido que deixou o fumo no ar. Sei que a corda não morde, que a sofreguidão é saudável e dá força e vontade de correr e acima de tudo esperança num passado distante.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Querido Passadiço,
Esta semana que passou apaixonei-me ainda mais por ti. Foste ponte e união, foste memória das que enche a alma e nos teletransporta para uma essência que não se sente assim há muito porque é de outras terras e de outras vidas. Criaste reencontros, arrumaste almas e recordaste olhos nos olhos, paz, conversas que saltavam de assunto em tema sem voltar atrás e sem contar nada, porque se queria contar tudo. Em que se assimilou coisas, se perceberam razões, estivemos na mesma mas numa diferente, não éramos dois, éramos 3 ou 4 e no fundo não ganhou ninguém.
Meu Passadiço, trouxeste-me o prazer da casa cheia, da cozinha suja, da panela que não chega nem as cadeiras, mas a casa que cresce à medida do coração. És a minha casa de bonecas, onde as marionetas são de trapos, dos novos. Da energia positiva, do fim do medo, da paz, do sossego e do cansaço. Esta semana, querido Passadiço, deste mais sentido à vida por existires e teres tornado possível tantas outras existências, outras consciências de desrespeitos mas de não querer saber, porque dás mais vida à minha vida, aqui à porta da rua onde tudo acontece. Por ti, saí, fui e voltei. Apoiei, liguei e fomos companhia, quem diria. Obrigada por me fazeres unir mundos, por criares elos, por chamar a casa cada vez mais cada pedra da calçada preta que me leva até ti.
Querido Passadiço, és a razão por que estive tão feliz.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
2012-2013
Ainda vou a tempo?
2012 foi um ano dorido, um ano revoltoso, perdido, com pouco rumo e ilhas para descansar da trovoada. Mas foi, por isso, um ano de descobertas, de conquistas e de mudanças. Das boas!
As viagens abriram-no em cheio. Quando o coração e o orgulho estavam feridos, Paris, Londres e Genève foram casa, foram rua, foram amigos de verdade. Perdi finalmente a embirrância que tinha com França, abracei a cidade, a língua (mais ou menos, muito menos. 6 anos não serviram para muito), os franceses, o turismo puro, o alternativo e as amigas do fundo da alma. Armei-me em chique e fomos passar o fim-de-semana a Londres, só porque sim. Em Genève deixei o cérebro gelar, vi amor e dedicação e sonhos conjuntos também.
Este ano no Plateau queimaram-me um olho, no Cais morri de tédio, em Alfama visitei uma casa pequena demais. Este ano vi a exposição do Vik Moniz e uma da Frida e um documentário sobre o Fernando Pessoa. Fui tão bem acolhida na Dureza de forma diferente, comi muito sushi e fui pouco ao cinema.
Tive um emprego novo. Difícil, depois do outro que me enchia as medidas. Difícil muitos dias, tantos. Devagarinho, quando os dias foram passando lentos e revoltosos, tornou-se mais fácil, mais interessante, mais apelativo. Mais responsável e importante. Foi reconhecido. Foi turbulento. Mas tem sido bom!
Tive muitas despedidas. Muitos amigos emigrantes que foram e voltaram e voltaram a partir. O pretexto é bom para jantares, lanches e pequenos-almoços. Mas já cansa...
Este ano fui ao Chapitô, fui à Feira da Ladra e fui pela primeira vez ao Carnaval de Torres, em que noites de excesso me pruriram a alma e voltei como nova. Fui ao Tuareg e ao primeiro churrasco do Técnico que se repetiu vezes sem conta com tanto carinho.
Fiz também parte das massas e uma noite, em vez de ir tomar café, levei as minhas amigas para o Media Markt para aproveitar descontos e ficámos mais de uma hora juntas na fila e rimo-nos muito e refilámos muito e ia quase havendo cena de pancadaria... Dancei muito este ano e fui-me embora sem pagar de um jantar de grupo (esqueci-me!).
Fingi que era pessoa de ginásio e paguei 10 meses em que usufruí pouco mais de 10 vezes. Gastei 40 euros num jantar. Fui ao Lx Market muitas vezes e tive a sorte de ter cá muitos dos verdadeiros amigos de Erasmus que têm visitas prometidas já para 2013.
Este ano fiz workshops. De prova de vinho e de poesia. Dediquei uns meses a um projecto apaixonante com as amigas que tem tudo para ir em frente um dia. E vi o projecto dos amigos mais sólido que nunca, com direito a um Fest que mudou parte do meu ano. Li mais do que nunca, graças ao metro e ao carro que passei a deixar em casa.
Descobri festas de aniversário abertas em Alfama, fui finalmente ao Indie e fui a todos os espaços do Outjazz. Tive um amor com tempo contado em que contei mais tempo do que previa e mais amor também. Fiz corridas de sofás, descobri recantos diferentes de Lisboa e gozei em pleno os Santos Populares.
Fui a Itália, à minha Bologna cada vez mais despida mas ainda assim com cheiro a casa, e à Pisa deles que me acolheu com uma Luminara deliciosa. Fiz asneiras e tive recaídas. Tive um fim-de-semana maravilhoso aquando do Summer Fest que soava apenas em música de fundo que soube a Amizade da verdade.
Fui a muitos concertos. Feist fez-me tremer por dentro, de tão intenso quer dela quer da companhia impensável com que estava. Bon Iver superou-se. O Alive teve um primeiro dia de loucura sem fim e de outros dois de confusão. E Ornatos fechou o ciclo e a porta. Fui à Casa de Pasto e ao Hotel Mundial e à Manifestação. E ao Mexefest que já é tradição.
2012 deu-me a viagem da minha vida até agora. Deu-me a Tailândia, o NapPark, os ingleses, Chiang Mai, Bangkok 3 vezes, a selva, o Sammy, Ko Tao, o balão dos desejos, pura felicidade na procura de mais e de mim e dos outros. O verdadeiro viver.
Em 2012 torci o pé e fiz um rally tascas. Fui mais vezes ao teatro. No final de 2012 desbloqueei o que era preciso. Lisboa pareceu só minha numa noite maximizada, arrumei homónimos e ponderei-se hipóteses caídas por terra. Saí de casa e vim viver para o centro da cidade num prédio de 200 anos sem elevador. Escrevi muito menos do que queria ter escrito.
2013 começou feliz. Começou com bons amigos, com carinho e paz no coração. Em 2013 falta uma coisa e meia. À meia-noite pedi desejos altruístas. E comecei o ano a alimentar os sem-abrigo. Não gosto de números ímpares, mas tenho confiança em 2013.
Quero continuar a ter visitas e a dar jantares, quero tirar mais fotografias, continuar a gozar a família maior. Quero escrever mais e ter mais paciência. Quero o óbvio, também.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Mundo de Amor
"
- Este mundo não é um mundo de Amor.
- Pois não! Não é um mundo de Amor. Por isso é que temos que nos apaixonar, para fazer o nosso próprio mundo.
"
ncam
- Este mundo não é um mundo de Amor.
- Pois não! Não é um mundo de Amor. Por isso é que temos que nos apaixonar, para fazer o nosso próprio mundo.
"
ncam
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Canção Grata
Por tudo o que me deste:
- Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
- Obrigado! Obrigado!
Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!
Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
- Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor: - Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!
Carlos Queiroz, 1907
- Inquietação, cuidado,
(Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...
- Obrigado! Obrigado!
Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
(Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita
A minha gratidão!
Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
- Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
Sem ironia, amor: - Obrigado, obrigado
Por tudo o que me deste!
Carlos Queiroz, 1907
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